sábado, 5 de junho de 2010

ABSINTO


Eu olho para trás
e não vejo nada
Nada do que foi
E o que ficou
 não me interessa
Eu ainda não identifico
Em qual parte do caminho
Em qual curva
Que eu perdi
A minha essência
A necessidade de liberdade
A beleza dos momentos
A sensação de voar,
Os anos passam
E eu ainda não encontrei
As minhas asas
Então aqui estou
Aprisionada na pior de todas as gaiolas
na vida que eu nunca quis pra mim
Presa no tempo que passou,
e que por mais que eu lute nunca vai voltar atrás
sem saber que caminho tomar
nostalgicamente sinto a transição,
a passagem assim quase que sem aviso
do “antes” para o “agora”
porque eu não posso ter os dois
o que foi que perdi pelo caminho?
talvez a pergunta esteja errada
o que foi tirado de mim pelo caminho?
e o que ou tudo que já perdi,
 tentando voltar para atrás
como posso ajudar meu antigo eu a me achar?
acho que já sei o endereço!
algo entre o passado do presente e um possível futuro do passado mais ausente
quanto ao número,
 fica entre o que sonhei e o que vida me deu,
 dentro do buraco que eu mesmo cavei....

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